Esse último sábado foi especial pro pessoal da Ato.Interativo, estivemos presentes no ETI (encontro de TI) e no EWD (Encontro de Web Design) na cidade do Rio de Janeiro.
Os dois eventos aconteceram no mesmo local, em salas diferentes e podíamos transitar à vontade. Assisti a primeira palestra do dia no EWD, depois fui para a sala do ETI e não saí mais.
As palestras foram ótimas, com pessoas que, mais do que terem conteúdo para apresentar, tem a ‘autoridade’ de quem está no mercado, ganhando dinheiro com as tecnologias e, principalmente, posturas que nos apresentam. E posso adiantar, a postura que pareceu permear todo o evento é a de que devemos usar a ferramenta certa para o trabalho.
Isso pode parecer demagogia, num evento onde cada palestrante fala sobre uma tecnologia (= ferramenta), a idéia central é cada trabalho demanda uma ferramenta diferente, mas essa postura está longe de ser conciliadora. Ela é uma postura extremamente racional e que parece ser tão difícil de entender para as pessoas ligadas à desenvolvimento.
O pensamento dominante é de que você aprende uma tecnologia (uma linguagem de programação por exemplo), domina ela e usa para sempre (e quase sempre defende até a morte). O fato é que o mundo não funciona assim, por um princípio muito simples: a ferramenta que usamos, e principalmente a postura que temos, mudam a forma que pensamos sobre o problema e consequentemente a solução. É como no ditado norte-americano: “Quando tudo o que você tem é um martelo, todos os problemas parecem pregos.”
Mas claro, uma ferramenta para cada problema não se resume nisso, existe aí também a idéia de que há uma ferramenta para cada tempo, elas devem estar adaptadas aos dia de hoje, às necessidades de agora e isso é tarefa difícil porque o mundo da tecnologia em geral muda muito rápido. E o que parece assustar as pessoas é: “nossa então vamos ter que aprender VÁRIAS coisas?”. SIM, vamos. E isso é bom. “Um especialista em algo é apenas um amador em todo o resto”. Quando você tem conhecimento em várias técnicas, tecnologias, teorias, idéias você vê os problemas de outra forma. E mais, como meu pai diz: “Conhecimento não ocupa espaço”, então vamos aprender outras coisas, vamos aprender várias coisas.
E antes de começar a falar sobre uma parte mais técnica, sobre linguagens de progamação e frameworks, gostaria de registrar um GRANDE agradecimento ao Felipe, nosso chefe, pela iniciativa de investir em todos nós da Ato Interativo. É a demonstração de uma grande postura que certamente se traduz em valor de negócio. Porque melhores funcionários fazem a diferença.
A parte técnica começa aqui
Na palestra de Guilherme Chapiewski, da globo.com, ele revelou que eles trabalham com Django, Ruby on Rails e PHP. É o fim da fase das ‘Java shops’, ‘PHP shops’ e o começo do Polyglot Programming – uma ferramenta para cada necessidade. Guilherme fala sobre os frameworks com a perspectiva de quem está no mercado de uma empresa referência da web brasileira e fala do que vive no dia-a-dia. Ele não tem motivos políticos para defender Ruby ou Python, ele fala da produtividade e da qualidade que encontra ao usar tais ferramentas. Sua frase mais forte, que nós da Ato gostamos é: “Qualidade não é negociável”. Não adianta: ‘faz qualquer coisa pra terminar mais rápido’ ou ‘faz qualquer coisa porque sai mais barato’. De novo: “Qualidade não é negociável”.
Na ótima palestra da Paulo Silveira da Caelum, ele apresenta uma visão de arquitetura de software onde os componentes não são apenas de hardware (servidores, dbs, cache servers), mas software, componentes são as classes, os módulos. Nesse contexto defende os princípios básicos como “Programe para uma interface, não para uma implementação”, encapsulamento e não-acoplamento, nos levando à idéia que gosto de Design by Contract. Ele apresentou também o básico de SOA (Service Oriented Architecture), falando sobre web services e suas interfaces, mostrou a diferença monstruosa que existe entre a burocracia dos XMLs de SOAP e a simplicidade do JSON.
A última palestra do dia foi também a mais densa onde Fábio Akita apresentou bem mais do que o ecossistema Ruby on Rails, mas nos colocou dentro da origem dos conceitos de onde emana a ‘opinião’ do Rails. Como eu sou “suspeito pra falar” sobre Ruby ou Rails, prefiro deixar que algum companheiro de Ato blogue sobre o que acharam. Eu já conhecia o ‘ecossistema Rails’ e continuo achando que é um dos caminhos do futuro.
Claro, não falei sobre todas as palestras, apenas as que achei que tinha algo de interessante para discutir. E claro, a cobertura do EWD que será devidamente blogada por algum “Atuante Interativo” (o.O)
Veja aqui a pequena cobertura que fiz ao vivo, com fotos!
Diogo Terror

