Educação e privacidade na rede no primeiro dia de Campus Party
Saiba como foi o primeiro dia da Campus Party 2012. A Ato Interativo está lá e te conta o que rola de melhor no evento.
O primeiro dia de Campus Party aberto ao grande público já mostrou porque o evento é o que é. Cerca de sete mil pessoas passaram pelo Anhembi, e só não sentiram mais calor porque uma chuva no fim da tarde refrescou o ambiente.
Quase todo mundo queria ver a palestra de Sugara Mitra, professor do MIT, que falou sobre tecnologia e educação. Segundo ele, as escolas de hoje seguem o mesmo método criado há mais de 300 anos, e ele não serve mais para o mercado de trabalho atual. Mitra desenvolve há 15 anos uma pesquisa em que ele disponibiliza computadores e conexão à internet para crianças que não têm acesso à escola. Ele completou destacando que os tablets têm enorme potencial para mudar a forma de se ensinar.
E quem tem o hábito de expor toda a vida na internet, recebeu um puxão de orelha no debate sobre segurança e privacidade na era digital. O encontro reuniu advogados, membros do Ministério da Justiça e da Procuradoria da República. Eles foram unânimes em afirmar que é muito fácil jogar informações pessoais na internet, mas é quase impossível retira-las depois. E ler os termos de uso dos serviços que usamos online é essencial. Muitas vezes concordamos em dispor de nossos dados pessoais, que podem até ser vendidos, porque não lemos os contratos que firmamos com esses serviços. Por fim, falou-se sobre a necessidade de ter cuidado com o que se diz nas redes sociais. Quem ofende outra pessoa ou expõe a privacidade alheia, pode ser responsabilizado judicialmente.
No espaço aberto da Campus Party, um campeonato de games agitou os campuseiros. Teve até torcida organizada e narração simultânea.
E foi só o primeiro dia. A Campus Party continua, e a Ato Interativo resume o que de melhor está acontecendo por aqui.